Enquanto a Unimin fechou as portas, e a indústria da Cal de Dix-sept Rosado só sobrevive às custas de devastação indiscriminada e irracional de nossas florestas e de “sufocar” o povo com fumaça de pneu e outras substâncias tóxicas e cancerígenas, vejam o que está para acontecer em Baraúna.

Recebi um comentário do leitor (sempre atento) Observador, que me envia uma notícia publicada hoje, no Jornal Defato.

Enquanto nós temos a infraestrutura, mão-de-obra, o gás, e, principalmente as maiores e melhores jazidas de calcáreo do país, Baraúna ganha uma grande indústria de beneficiamento da cal.

Vejam um trecho da reportagem (reproduzida no seu inteiro teor logo abaixo):

“a Ical vai investir R$ 200 milhões na instalação da indústria e gerar 200 empregos diretos e 1.200 indiretos.”

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Minha indignação é que o modus operandi de uma empresa do porte da Unimin ou Ical é muito diferente da que hoje é produzida em Dix-sept Rosado. Certamente é ambientalmente mais responsável e tem uma política de recursos humanos menos nociva da que hoje é praticada na nossa esculhambada indústria caieira.

Em termos de atuação responsável é infinitamente impossível a comparação.

Enquanto isso, continuaremos a ver nossa vegetação desaparecer, a comer, engolir e respirar cal e fumaça e, ainda por cima, dar Graças a Deus por isso! Bendita/maldita ignorância!!!

Alguma coisa tá errada, vocês não acham?

Baraúna pode ganhar indústria de cal
MAGNOS ALVES
Da Redação

O Governo do Estado e a Indústria de Calcinação Ltda (ICAL), de Minas Gerais, iniciaram conversas que podem culminar com a instalação de uma indústria de cal no município de Baraúna. O primeiro encontro foi realizado na última quarta-feira e nesta quinta-feira diretores da Ical voltaram a se reunir com representantes do Governo. Desta vez para discutir com a Companhia Potigas de Gás (POTIGAS) a possibilidade de fornecimento de gás para a possível futura indústria.

O presidente da Potigas, Nelson Freire, declarou que a reunião foi positiva e que o próximo passo será a realização de estudos técnicos para avaliar a viabilidade do fornecimento de gás. "Vamos aguardar o envio de especificações técnicas sobre as necessidades da empresa para depois fazer os estudos necessários", explicou.

Nelson informou que uma possibilidade para atender a Ical é a construção de um gasoduto entre Mossoró e Baraúna, já que ainda não existe malha de gás natural até a área onde a indústria poderá ser instalada.

O gasoduto teria uma extensão aproximada de 30 quilômetros, mas sua construção depende da quantidade de gás que será consumida pela Ical. "Precisamos fazer um estudo profundo sobre o assunto, mas posso adiantar que vai depender da quantidade e do preço que poderemos alcançar com o gás, pois a Potigas é apenas uma distribuidora e precisa ter lucro", salientou.

Nelson Freire disse que a reunião com os representantes da Ical não foi conclusiva, mas foi muito boa e terá novos desdobramentos porque existe interesse das duas partes.
A reportagem não conseguiu falar com os diretores da Ical que participaram dos encontros em Natal, mas o departamento de recursos humanos da empresa informou que existe interesse em investir na região. Informou também que a empresa possui um terreno no município de Baraúna. O departamento só não falou sobre os valores que poderão ser investidos. "Apenas os diretores ou a presidente da empresa podem falar sobre esses detalhes", justificou uma representante do setor.

O Governo do Estado divulgou que "a unidade da Ical de Baraúna terá sua instalação iniciada dentro de quatro meses e será inaugurada no primeiro trimestre de 2012".
Ainda segundo o Governo, a Ical vai investir R$ 200 milhões na instalação da indústria e gerar 200 empregos diretos e 1.200 indiretos.

Fonte: http://www.defato.com/estado.php#mat3