Artigo: Exploração de calcário destrói fósseis do tempo dos dinossauros em Governador Dix-sept Rosado/RN
Recebo sempre emails com artigos (muito bem) escritos pelo Mestre e Geógrafo José Romero Cardoso, e sempre leio seus textos. Desta feita, ele me envia um artigo bem interessante sobre a exploração indiscriminada do calcário e suas consequências negativas para a preservação das relíquias fósseis da nossa região.
As palavras de Romero falam por sí só. Confiram!!!
Exploração de calcário destrói fósseis do tempo dos dinossauros em Governador Dix-sept Rosado/RN
(*) José Romero Araújo Cardoso
A exploração de calcário intuindo a fabricação da cale atividade econômica antiga no município de Governador Dix-sept Rosado/RN, consistindo em importante fonte geradora de emprego e renda.
Quando a atividade era totalmente artesanal a ameaça ao meio ambiente não era tão latente, como nos dias de hoje, pois a instalação de grandes companhias mineradoras que se dedicam à exploração do calcário vem comprometendo o patrimônio natural, sobretudo a riqueza fóssil existente no lugar.
Fósseis que remontam a era cretácea, pois a região inteira foi inundada pelo mar há milhares de anos, estão sendo criminosamente destruídos para que as exigências do capital sejam enfatizadas.
Animais marinhos, conchas, tartarugas e outros quelônios são encontrados em todo afloramento do calcário Jandaíra no município de Governador Dix-sept Rosado/RN, bem como em outros locais onde a proeminência da era terciária se efetiva.
Dessa forma, torna-se urgente a ação pública e privada no sentido de buscar garantir a permanência dessas relíquias paleontológicas para o presente e para o futuro como fundamento a uma melhor qualidade de vida, pois conhecer o passado é condição sine qua non para nos reconhecermos enquanto seres humanos que respeitam o meio ambiente.
Exemplo de como a agressão antrópica vem se efetivando de forma proeminente, intuindo disponibilizar matérias-primas para as exigências das construções humanas, observamos na forma como vem sendo agredido o entorno da caverna calcária do poço feio, localizada na comunidade rural do sítio Bonito, próximo das margens do rio Apodi-Mossoró em sua passagem pelo município de Governador Dix-sept Rosado/RN.
A caverna calcária do poço feio é uma das poucas ressurgências do Estado do Rio grande do Norte, representando importantes patrimônios espeleológicos e paleontológico. A riqueza fóssil, ainda pouco estudada, vem sendo comprometida com a forma que a exploração calcária se torna cada vez mais intensa.
A destruição fóssil é um crime ambiental sem paralelos, pois agindo assim o homem desperdiça riquezas incalculáveis que a natureza disponibilizou ao longo dos milhares e milhares de anos.
Não obstante ser pouco expressiva com relação à Chapada do Araripe, no Estado do Ceará, a riqueza fóssil do município de Governador Dix-sept Rosado precisa ser imediatamente estudada e catalogada, com ênfase para os fósseis da área do poço feio.
Trabalho interessante foi realizado pelo cientista Vingt-un Rosado, quando administrava a pedreira de gesso na Espadilha.
Vingt-un Rosado conseguiu coletar e preservar toneladas de fósseis, que hoje se encontram guardadas no Museu Paleontológico Professor Antônio Campos, localizado na Universidade Federal Rural do Semiárido, antiga ESAM.
Precisamos que pessoas com a visão Vingt-uniana se ergam e façam valer as prerrogativas contidas na filosofia do velho mecenas mossoroense, pois a preocupação do célebre estudioso é referência para todos que buscam melhores dias para toda a humanidade.
(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto da UERN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.






há 1 ano atrás
DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA
“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado
O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA
No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.
O CRIME DE LESA HUMANIDADE
O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.
A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS
Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos
A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO
A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.
RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5
A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;
A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA
A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.
QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA
A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?
A COMISSÃO DA VERDADE
A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.
Paz e Solidariedade,
Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
http://www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://twitter.com/REVISTASOSDH
há 1 ano atrás
Caro Otoniel,
Publiquei sem comentário/denúncia na página principal do blog.
Muito obgdo pela participação… gde abraço!!!