Casa mais antiga da rua Padre Florêncio é demolida
Quando de minhas visitas notívagas à casa de minha mãe, anteontem à noite, deparei-me com a derrubada da antiga casa do Sr. Antonio Lopes, agora de propriedade do amigo (e também blogger) Paulo Martins.
Paulo mandou demolir a casa, que há muito carecia de cuidados, tanto na parte estrutural como no seu entorno, pois acumulava muito lixo e era rodeada de vegetação, podendo servir como local propício a esconderijo para ladrões entre outras situações que traziam perigo aos vizinhos daquele imóvel.
Achei interessante a demolição da casa, que foi por toda minha infância e juventude, uma espécie de referência para quem jogava ‘bola’ naquela rua. Fazíamos da calçada da casa de Sr. Antonio Lopes, o local de cobrança de faltas, e das castanholas que ficavam em frente à casa de minha mãe, as traves, para praticar (ou tentar praticar) futebol.
Jogávamos por várias ocasiões, no calçamento mal feito da rua, de pés descalços, e em horários não tão convencionais, como por exemplo às duas, três horas da tarde, com o sol a pino. Eram disputas que envolviam Adais Vieira, Italo e Hildo (filhos de Nicácio da Padaria), Wender, e vários outros amigos. Não raro, perdíamos uns ‘pedacinhos’ da pele dos pés (que ficavam ensaguentados), nesses embates futebolísticos,
Perdíamos muitas bolas, pois o Sr. Antonio Lopes, não as devolvia quando elas caiam dentro de seu muro. Ele as rasgava de pronto. Mas, nunca deíxávamos de jogar, sempre aparecia uma bola ‘canarinho’ ou ‘dente de leite’, para servir de base para nossas disputas de final de tarde.
Hoje considero isso impraticável, inimaginável até. Atualmente temos quadras de futebol de salão, várias pela cidade, muitas com traves, redes e iluminação noturna, e não consigo ver o interesse e entusiasmo que antes se via em vários campos de terra batida e em ruas calçadas à paralalepípedos. São várias as possibilidades de práticas de esportes espalhadas por nossa cidade, e percebo a cada dia, nossos jovens distantes do esporte, dos estudos, de uma vida salutar, seja pro corpo ou para a mente.
Deixo de divagar sobre tempos ermos, paro com o saudosismo, e deixo de alimentar minhas lembranças e pontos de vistas, para parabenizar o amigo Paulo Martins pela atitude que também deveria ser seguida por Dona Elinete, a dona do terreno ao lado, que há muitos anos, encontra-se abandonado.


há 7 meses atrás
o que o seu Antonio fazia era um bem para bola pois acredito que vc judiava demais com a pelota.
abraços.
há 7 meses atrás
Jairzinho,
Na verdade, nunca fui um Zico, mas fiz meus gols… minhas cobranças de faltas eram à lá Pet…
Valeu Jair,,, gde abraço!