Arquivo de 07/02/2010
Reflexão Cristã: por Albano Virgínio
07/02/10
Publico reflexão enviada pelo amigo Albano Virgínio.
Evangelho (Lucas 4,21-30): Deixaram tudo e o seguiram.
Caminhos humanamente desconcertantes, incompreensíveis, ilógicos. Esses são os caminhos de Deus, que escreve certo, mas por linhas tortas. É isso o que acontece no Evangelho de hoje: pesca-se de noite e, além do mais, sem pegar nada.
Às vezes, podemos nos sentir afundados, desapontados, deprimidos. A vida parece perder o seu encanto! O trabalho pode produzir grande decepção pelas poucas entradas, os filhos parecem não compartilhar os mesmos ideais, a esposa talvez esteja muito ocupada com as amigas. Muitas são as vítimas de um complexo de isolamento.
Temos de cuidar para não nos afogarmos num copo d’água. Os nossos problemas muitas vezes são minúsculos, comparados aos de tantas pessoas, como os de muitos haitianos: sem lar, sem comida, sem futuro.
A cruz esconde a Ressurreição. As nossas dificuldades estão destinadas a dar muitos benefícios. O Cura d’Ars estava convicto de que, quando era incomodado pelo demônio, sobreviria uma grande graça, uma grande conversão no dia seguinte. A experiência de muitos matrimônios o declara: quando superam uma grande dificuldade, aumentam os laços conjugais e o amor mútuo.
Pedro não deu espaço à lógica humana, mas à fé: “Em teu nome, lançarei as redes”. A dificuldade inicial, a obediência a essa ordem absurda, se transformou num milagre maravilhoso. Deus realmente abençoa quem confia na Sua Palavra.
Cristo nos pede remar mar adentro e deixar de lado o amor superficial. O amor é um dom de Deus; Ele concede a quem o pedir e for consequente com as suas exigências: uma delas é carregar a cruz e segui-Lo. Pedro O seguiu, também eu devo fazê-lo.
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!!!
Casa mais antiga da rua Padre Florêncio é demolida
07/02/10
Quando de minhas visitas notívagas à casa de minha mãe, anteontem à noite, deparei-me com a derrubada da antiga casa do Sr. Antonio Lopes, agora de propriedade do amigo (e também blogger) Paulo Martins.
Paulo mandou demolir a casa, que há muito carecia de cuidados, tanto na parte estrutural como no seu entorno, pois acumulava muito lixo e era rodeada de vegetação, podendo servir como local propício a esconderijo para ladrões entre outras situações que traziam perigo aos vizinhos daquele imóvel.
Achei interessante a demolição da casa, que foi por toda minha infância e juventude, uma espécie de referência para quem jogava ‘bola’ naquela rua. Fazíamos da calçada da casa de Sr. Antonio Lopes, o local de cobrança de faltas, e das castanholas que ficavam em frente à casa de minha mãe, as traves, para praticar (ou tentar praticar) futebol.
Jogávamos por várias ocasiões, no calçamento mal feito da rua, de pés descalços, e em horários não tão convencionais, como por exemplo às duas, três horas da tarde, com o sol a pino. Eram disputas que envolviam Adais Vieira, Italo e Hildo (filhos de Nicácio da Padaria), Wender, e vários outros amigos. Não raro, perdíamos uns ‘pedacinhos’ da pele dos pés (que ficavam ensaguentados), nesses embates futebolísticos,
Perdíamos muitas bolas, pois o Sr. Antonio Lopes, não as devolvia quando elas caiam dentro de seu muro. Ele as rasgava de pronto. Mas, nunca deíxávamos de jogar, sempre aparecia uma bola ‘canarinho’ ou ‘dente de leite’, para servir de base para nossas disputas de final de tarde.
Hoje considero isso impraticável, inimaginável até. Atualmente temos quadras de futebol de salão, várias pela cidade, muitas com traves, redes e iluminação noturna, e não consigo ver o interesse e entusiasmo que antes se via em vários campos de terra batida e em ruas calçadas à paralalepípedos. São várias as possibilidades de práticas de esportes espalhadas por nossa cidade, e percebo a cada dia, nossos jovens distantes do esporte, dos estudos, de uma vida salutar, seja pro corpo ou para a mente.
Deixo de divagar sobre tempos ermos, paro com o saudosismo, e deixo de alimentar minhas lembranças e pontos de vistas, para parabenizar o amigo Paulo Martins pela atitude que também deveria ser seguida por Dona Elinete, a dona do terreno ao lado, que há muitos anos, encontra-se abandonado.

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