picole
É incrível como nosso comércio se mostra despreparado para atender com qualidade e proporcionar satisfação aos seus clientes.

São os mais diversos exemplos. Só para começar, hoje à noite sai a caça de um sorvete, um simples sorvete. Eis que tive que percorrer toda a cidade, e pasmem, não encontrei nada. Outro dia, novamente a noite e ainda procurando um sorvete cheguei numa ‘sorveteria’ e depois de 3 minutos de espera, depois de um vai-e-vem das pessoas que atendem na ‘sorveteria’ consegui a atenção de um dos atendentes. Perguntei pelos sabores de sorvete disponíveis, e ele me respondeu: só tem de morango. Um sorveteria que só tem sorvete sabor morango.

Bom, resolvi variar então. Perguntei se tinha alguma outra coisa gelada, picolé por exemplo. Sabem qual foi a resposta? eu tenho que escrever? Pois é, não tinha nem picolé.

livro_De-Olho-no-Cliente--727073 Nossos comerciantes querem vender somente a quem querem, ao preço que determinam e na hora que querem atender. É o cúmulo do atendimento.

Dia desses recebi o seguinte o email do amigo Itamir Vieira, que aproveito pra pedir desculpas pelo atraso em postar sua mensagem, redimindo-me então posto-a ipsis litteris:

Hoje à tarde meu pai precisou fazer uma viagem com um grupo de quadrilhas juninas para apresentação no Mossoró Cidade Junina e solicitou minha ajuda para custear o abastecimento do ônibus.

Dirigi-me até a agência do Banco do Brasil a fim de realizar o saque para tal custeio, lá aconteceu o mesmo que no domingo passado. Os dois caixas onde deveríamos realizar saque estavam inoperantes. Fui então ao posto para tentar abastecer o ônibus utilizando o cartão de crédito e no primeiro fui informado que lá não aceita pagamento com cartão, nem mesmo débito automático. No segundo posto o serviço estava desabilitado.

É diante dessas pequenas situações cotidianas que podemos perceber quanto o desenvolvimento de uma cidade não depende única e exclusivamente do poder público. Enquanto não houver iniciativa privada continuaremos estagnados, totalmente sem avanço em alguns aspectos.

Com relação ao Banco do Brasil creio que não fui o único que saiu de lá literalmente “com as mãos abanando”. Liguei para o SAC do BB (0800 – 7290722) e formulei uma reclamação sobre esse serviço.

Ora, em um município com mais de 12 mil habitantes e onde há apenas uma agência bancária, é necessário que se aumente a quantidade de terminais de auto-atendimento. Bom seria que outras pessoas que também se sentem prejudicadas com esse desserviço pudessem ligar e reclamar. Não custa nada e ainda é um direito do consumidor.

Fica a dica.

Atenciosamente,
ITAMIR VIEIRA
Por uma Gov. Dix-sept Rosado melhor.

Penso às vezes que Dix-sept Rosado foi a inspiração para o autor José Saramago quando ele foi escrever “Ensaio sobre a cegueira”. Quando será que nosso povo vai acordar? vai ver o que é nítido há mais de um século? Somos nós os clientes que ditamos como os serviços e os produtos devem ser vendidos, como deve ser o atendimento e qual vai ser o preço.

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Um comércio não é um reino, onde o Rei (o comerciante) dita como, quando e a quem vai vender. Precisamos de conscientização, do povo para reclamar seus direitos e dos comerciantes para saírem dessa letargia destrutiva.

Ainda reclamam quando as pessoas fazem a via crucis diária para Mossoró, em busca de atendimento, produtos de qualidade e preços minimamente aceitáveis.

Acorda meu povo! Tá na hora!!!