Arquivo de 27/06/2009
O homem que queria salvar o mundo
27/06/09
Ainda há quem diga que o orkut é um site voltado pra aborrescentes.
Há muito participava da comunidade que homenageia o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, e diante da dificuldade de encontrar alguma biografia sobre o homem do mundo que ele foi, postei uma mensagem, pedindo ajuda aos outros participantes.
Eis que recebi uma mensagem com uma excelente notícia. A biografia do brasileiro escrita pela professora de Harvard, Samantha Power, intitulada Chasing the Flame (algo como: ‘perseguindo a chama’), foi finalmente disponibilizada na nossa língua pátrea. Aqui recebeu o excelente título: O homem que queria salvar o mundo.
O livro foi publicado pela Cia das Letras e está disponível para venda no Submarino, por uma verdadeira ninharia face a importância da obra: R$ 46,90. Clique aqui e veja a página do livro no Submarino.
Caso não consiga achar o livro em alguma das livrarias de Mossoró, na segunda-feira mesmo vou realizar o pedido pelo Submarino. Se vocês forem ousados e quiserem conhecer um exemplo de vida, a história de um homem que dedicou (integralmente e literalmente) sua vida, em prol da paz, liberdade e igualdade entre os povos, metam a mão no bolso e adquiram também o livro. Conheçam de fato um brasileiro que orgulha o mundo por seu trabalho realizado como Alto Comissário das Nações Unidas.
Sérgio Vieira morreu em 19 de agosto de 2003, por ocasião de um ataque terrorista à sede local das Organizações das Nações Unidas no Iraque, quando tinha sido indicado pelo Secretário Geral da ONU, Kofi Annan para chefiar as ações de restruturação do país, depois da invasão americana. Ele certamente seria o sucessor de Annan na ONU.
Vou parar o post aqui. Utópico que sou e fã inveterado do diplomata, sempre me emociono quando leio algo ou falo sobre Sérgio Vieira de Mello. Sou meio suspeito para falar sobre ele, mas gostaria de deixar para os webamigos, o teaser (descrição) do livro realizada pelo Submarino:
Sergio Vieira de Mello foi um dos mais corajosos e carismáticos diplomatas de sua geração. Carioca, viu-se obrigado a viver fora do país a partir dos dezessete anos de idade, quando seu pai, também diplomata, foi punido pelo regime militar brasileiro. Muito jovem, tornou-se funcionário da Organização das Nações Unidas, com cujos ideais sempre teve grande afinidade. Diferentemente da maioria de seus colegas com formação universitária e aspirações intelectuais, preferia ir ao campo de ação em vez de exercer cargos burocráticos em Nova York. Em situações especialmente dramáticas – como a de Ruanda, que terminou em uma das mais graves crises humanitárias do século XX, e a do Timor Leste, que culminou em bem-sucedida transição para a independência -, Vieira de Mello conseguiu contrabalançar seus princípios juvenis, moldados nas ruas de Paris em maio de 1968, com os da política e das relações internacionais.
Esse fascinante personagem, já descrito como uma mistura de James Bond com Bobby Kennedy, é analisado a fundo nesta biografia de Samantha Power, outra jovem figura da mais alta relevância na teoria e prática da política internacional. Sem abandonar o espírito crítico, Power descreve a vida de Vieira de Mello em detalhes e com inegável simpatia, mostrando como a experiência do diplomata nos massacres da Bósnia e de Ruanda alteraram sua visão de mundo. A partir deles, ele, que achava possível transformar situações difíceis à base quase exclusivamente do poder das idéias, passou a considerar também essencial, no limite, o uso de força militar para impor a paz. Foi dessa maneira que Vieira de Mello assumiu a difícil posição de chefe da missão da ONU no Iraque após a invasão americana, num momento em que o governo dos Estados Unidos e seus representantes em Bagdá ainda consideravam a ONU mais um empecilho do que um aliado (depois, com o fracasso incontestável das políticas de ocupação, essa atitude mudaria radicalmente). Vieira de Mello não teve muito tempo para reverter a situação. Em 19 de agosto de 2003, um atentado suicida destruiu parte do quartel-general da ONU em Bagdá, e ele foi uma das suas vítimas fatais. Sua história, no entanto, permanece como ponto fundamental no debate sobre o futuro da ONU e das relações internacionais.
Padre Marcelo Rossi e Fábio de Melo se apresentam no RN
27/06/09
Outros dois cantores que estarão em solo potiguar esses dias são os Padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.
Padre Marcelo estará participando das festividades em Areia Branca, por ocasião da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, em data ainda não divulgada, no mês de agosto. Ao que me parece a apresentação deve ser free.
Já Padre Fábio de Melo, estará se apresentando no dia 24 de julho, no nogueirão, em Mossoró.
Quem souber da venda de ingressos para o show de Padre Fábio, por favor me informe para aqui postar e também garantir minha participação.
Pra quem gosta do gênero (eu gosto!), duas excelentes atrações musicais!!!
Ex-quebradeira de coco recebe título de doutora em universidade
27/06/09
Lutar pelos seus ideais na nossa sociedade indigna e corrupta é perda de tempo?
Lendo as notícias de hoje pela manhã na net, deparei-me com esse título que achei deveras interessante.
Ex-quebradeira de coco recebe título de doutora em universidade
Raimunda ficou conhecida por lutar pela valorização da categoria.
Homenagem foi feita em instituição do Tocantins.Uma ex-quebradeira de coco recebeu o título de doutora, na Universidade do Tocantins. A homenagem foi o reconhecimento de anos de luta em favor das trabalhadoras rurais.
O título foi dado pela Universidade Federal do Tocantins. Essa é a maior homenagem que uma instituição pode conceder. “[Ela] é uma das principais lideranças comunitárias vivas, a dona Raimunda é uma pessoa espetacular que fez um brilhante trabalho com as mulheres quebradeiras de coco, e representa o pensamento popular”, disse Alan Barbieiro, reitor da Universidade
Raimunda Gomes da Silva ficou conhecida por lutar pela valorização das quebradeiras de coco, no extremo norte do Tocantins, desde os anos 80. Ela rompeu as fronteiras do Brasil. Foi à China, aos Estados Unidos, à França e ao Canadá.
A ex-quebradeira de coco também chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Isso tudo, sem estudo nem diploma. A experiência de vida foi o motivo para tanto reconhecimento. “Agora sou doutora. Doutora sem dinheiro, mas com coragem e força de vontade de ver o mundo melhor, de ver um estado mais igualitário, onde as companheiras possam viver e não passar pela vida, mas ter toda a força de vontade de viver”, disse ela.
Fonte: G1 – http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1208673-5598,00.html





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